Desatinos

O Desatino do nome vem balancear o Tino que nós, em geral, somos obrigados a ter em nosso trabalho, em nossos compromissos, enfim, em nossa vida. Convidamos quem quiser, que venha desatinar conosco, dando palpites e sugestões, acompanhando-nos em nossos desatinos pela vida. A vida é uma eterna encruzilhada entre o tino e o desatino, as vezes agente tem que fazer tal qual a moça da música do Chico Buarque:

Ela desatinou, viu chegar quarta-feira
Acabar brincadeira, bandeiras se desmanchando
E ela inda está sambando ...

domingo, 13 de dezembro de 2009

11-12-2009




Chegamos a Lisboa moído pelo cansaço da viagem, mas ansiosos para o começo das férias, não tínhamos grandes expectativas com Lisboa, e acabamos tendo ótimas surpresas.

De cara, o hostel que havíamos reservado se mostrou uma grata surpresa, localizado no centro velho de Lisboa, num bulevar magnífico, cheio de restaurantes com as cadeiras do lado de fora; tendo os atendentes muito atenciosos. Uma destes, uma portuguesa simpática que passou uns tempos no Brasil, mais precisamente em Minas e que guarda hilárias histórias desta passagem.

Interessante como a gente descobre um pais, ou o seu jeito de ser ao observar pequenos detalhes, por exemplo, almoçávamos no referido boulevar quando fomos surpreendidos com uma viatura caminhando pelo mesmo. Ao que sua sirene tocava, os donos de restaurantes tinham que recolher algumas cadeiras para possibilitar a passagem do veiculo. A viatura parou poucos metros de onde estávamos. Os dois policiais que desceram encontraram o dono do hotel os aguardando e gesticulando muito, falava rapidamente de forma que não pudemos entender do que se tratava, imaginamos que acontecera algum barraco: briga com hospede, roubo, sabe-se La o que. Após alguns instantes, os policiais, descem, abrem a Viatura, retiram algumas ferramentas, abrem uma caixa de inspeção na rua e começam o conserto do encanamento. Era um chamado para atendimento do sistema de saneamento, que por acaso e publico cujos profissionais trabalham com viatura e vestido muito similarmente a policiais. Oras, pois, como iríamos imaginar uma coisa desta.....

A noite Lisbonense começou tomando ginginha (um típico licor português) num boteco tradicional. Depois numa casa especializada em fado localizada no Bairro alto, nos emocionamos com varias apresentações de artistas. Foi muito emocionante.

Saímos do Luso (casa de fado) por volta de meia-noite pensando em voltar para o hostel e dormir, ledo engano. Na saída percebemos que as coisas haviam mudado, as ruas estavam completamente tomadas por pessoas de todos os tipos. Os desatinados de Lisboa começam a noite depois das 11:oo h.

Fomos levados pelo fluxo de gente e pelo acaso para uma casa com musica ao vivo, com um bom Imperial (chope) e muita agitação. O gaio que tocava e cantava era brasileiro, de Minas e percebendo que éramos patrícios, nos tratou com deferência, oferencendo o violão para que eu tocasse algo, interessante isto pois em nenhum momento eu falei a ele que tocava algo.

Toquei duas musicas para uma platéia ensandecida, e passamos o resto da noite bebendo e dançando ao som da boa musica do Leo de Minas.




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