Na estação fomos orientados a pegar um Tramvia (espécie de bonde moderno) que nos deixou próxima ao nosso hotel. Como sempre, largamos as coisas e descemos em direção ao Casco Velho, região central e velha da cidade.
O casco velho é a região mais antiga da cidade, mas não tem nada de tradicional. Suas ruas, acessíveis apenas para pedestres são repleta de bares, pubs e restaurantes onde pessoas de todas as idades convivem harmonicamente. Era comum encontrar grupos de pessoas de 50 a 60 anos dentro dos bares e restaurantes, assim como jovens lotando os vários Pubs. A região é bem movimentada e apesar de sua iluminação tênue, não parece ser um lugar inseguro. Pelas ruas, uma animada bandinha - provavelmente composta por amigos- tocava marchinhas alegres, parando de bar em bar, e animando as pessoas. Muito legal.
Andamos pelas ruas para reconhecer o terreno e decidimos jantar num dos vários restaurantes da cidade. Estávamos cansados de comer as famosas tapas espanholas – uma espécie de brusqueta – e escolhemos um entreposto – contra-file – com batatas. Tomamos o Vinho Chobeo de La Pecinã – Rioja – que estava excelente, aliás foi o melhor da viagem até o momento... não podemos esquecer que a França nos aguarda....
Boa comida, muita conversa e repostas as energias, nos encaminhamos para os Pub com o intuito de conhecer a vida noturna da cidade. Tomamos algumas canãs de cerveza num Pub, onde se tocava um bom rock e onde algumas pessoas jogavam dardos. Noite tranqüila, sem grandes aventuras.
Pela manhãna, acordamos cedo, fomos a estação de ônibus, deixamos nossas malas lá, compramos os bilhetes para a viagem até Zaragoza, que seria nosso próximo destino e fomos conhecer Bilbao.
De Tramvia – bonde – para uma estação antes do Guggenheim para poder apreciar sua arquitetura de longe. Faltam palavras para descrever aquela bela obra arquitetônica, do lado de fora muitas pessoas a apreciar as suas placas de titânio e suas formas esculturais.
Projetado pelo arquiteto Frank Gehry, é um marco no avanço da arquitetura moderna. Composto por uma serie de volumes interconectados, ora de pedra, ora de vidro, e ora de placas de titânio (que lembra escamas de peixe)
Após percorrer todo o perímetro externo entramos no museu onde uma enorme instalação artística composta de placas metálicas de 5 ou 6 metros de altura e muitos metros de comprimento permitiam que os visitantes caminhassem tal qual estivessem num labirinto. O ferrugem das placas de aço dava-lhes uma textura quase amadeirada e a sensação produzida era incrível.
Dentro do Museu varias explicações sobre o processo de concepção do museu com entrevistas de Frank Guery e detalhes da equipe que o projetou. O primeiro andar do edifício é todo dedicado à sua concepção, dada sua importância arquitetônica.
Após o Gugem, caminhamos pela parte moderna da cidade, comemos um lanche e nos dirigimos a rodoviária para uma viagem de ônibus Bilbao- Zaragoza. Pelas janelas do ônibus, belas paisagens e mais neve.
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