Desatinos

O Desatino do nome vem balancear o Tino que nós, em geral, somos obrigados a ter em nosso trabalho, em nossos compromissos, enfim, em nossa vida. Convidamos quem quiser, que venha desatinar conosco, dando palpites e sugestões, acompanhando-nos em nossos desatinos pela vida. A vida é uma eterna encruzilhada entre o tino e o desatino, as vezes agente tem que fazer tal qual a moça da música do Chico Buarque:

Ela desatinou, viu chegar quarta-feira
Acabar brincadeira, bandeiras se desmanchando
E ela inda está sambando ...

domingo, 13 de dezembro de 2009

12-12-09 - Lisboa - Portugal



Ninguém passa incólume por uma esbornia etílica lisbonense, acordamos tarde e com a cabeça pulsando mais que um pandeiro na mão do Tata (nosso professor de percussão) saímos a explorar Lisboa.


Um café amargo para ajudar e a cidade a descobrir, desta vez nos valemos do Autobus turístico – sightseeing, uma ótima opção para ver vários pontos turísticos de forma rápida e com a explicação do guia. Vimos inúmeros monumentos, construções antigas e fachadas plenas em azulejos. O terremoto de 1755, que vitimou 35 mil dos 250 mil habitantes da época, era constantemente mencionado nas explicações do guia pois,muito da atual arquitetura foi influenciada pelo acontecido. A tragédia, a maior de Portugal, e uma das maiores do continente, persiste no imaginário português.

Paramos na Torre de Belém explorar a bela construção assim como o Monumento aos Exploradores e no Mosteiro de São Jerônimo, com seu altar de ouro oriundo do Brasil.

Após caminhar pelos arredores fomos parar na Alfama, bairro tradicional da boemia portuguesa onde respira-se o aroma de azeite em suas tortuosas ruas e becos. Nos aventuramos em suas ladeiras íngremes e pouco iluminadas e nos deliciamos com o visual inusitado de roupas estendidas em varandas estreitas.


Os restaurantes de Fado disputavam os clientes oferecendo variados pratos e cantantes de fado renomados. Em meio a este cenário tradicional tivemos a grata surpresa de encontrar um lugar esplendido: Um mirante, em frente ao Tejo, com sofás bem dispostos nos permitiam desfrutar do visual ao som de uma musica lounge e um bom imperial (chope português).

Voltamos ao tradicional para saciar nossa fome de história, escolhemos o restaurante Fado Maior, onde fomos acolhidos por um simpático casal de velhinhos e ouvimos um fado com raiz, ao silencio absoluto da platéia que deixava o bacalhau esfriar no prato mas não desrespeitava a tradição. Perguntamo-nos donde viria tanta tristeza a ser tão belamente cantada e a reposta, imaginamos, pode ser o tal terremoto.

Deixamos Alfama no início da madrugada e como já nos estávamos enfeitiçados pela noite lisbonense esquecemos o caminho do hostel e nos vimos envoltos em centenas de pessoas trafegando pelas ruas do Bairro Alto.

Diante de tantas opções do local, escolhemos um charmoso bar suíço chamado HEIDE, a decoração recheadas de veados (com E) pela parede remontava às colinas suíças. O dono,

Sinny, era a simpatia em pessoa, e um animado DJ abastecia-nos com o bom rock inglês dos anos 80. Entre um chope e outro tomamos uma bebida típica chamada Jager que devia ser entornada num gole ao toque de um sino.

Dada a necessidade de acordar cedo, conseguimos deixar o local ás três da madrugada, não sem antes passar em outros bares com musica jamaicana e brasileira. Haja brasileiro em Portugal, parodiando a musica do Chico que diz como diz a musica: isto aqui ainda vai ser um grande Brasil.

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